domingo, 3 de janeiro de 2016

O reflorestamento no Pão de Açúcar


 reflorestamento no Pão de Açúcar



Não lembro mais como cheguei nele, mas acredito que todo carioca já tenha pelo menos ouvido falar de Domingos Sávio Teixeira, responsável pelos mutirões de reflorestamento no Pão de Açúcar.
Nascido no Mato Grosso do Sul e criado em Rondônia, Sávio foi eleito um Carioca Nota 10 pelo trabalho sério que conduz reflorestando a encosta do cartão postal carioca há 13 anos. O trabalho começou solitário e por conta própria, com a decisão do próprio Sávio em adotar uma área para reflorestamento.
O grupo foi crescendo, amigos indicaram amigos, desconhecidos gostaram, o Rotary e o CERJ sempre prestigiavam e até a seleção feminina de vôlei universitário de Nashville fez questão de reflorestar quando em visita ao Rio. Enfim, reflorestar com o Sávio virou de lei, e eu embarquei nessa, é claro.
Falto mais do que vou, é verdade, mas fiz questão de divulgar porque é um trabalho muito merecido.

Como estava antes, foto dos anos 80, retiradas do blog do Sávio que mostra a área tomada por capim:




Como ficou depois de muita gente subir e descer essas encostas carregando mudinha, foto de 2013:




O que atrapalha um programa de reflorestamento: Incêndios Florestais (normalmente causados por balões), espécies não nativas invasoras, falta de apoio, a ignorância das pessoas e claro, trilheiros despreparados que pisam nas mudinhas recém plantadas, a poluição, o aquecimento global e a crise hídrica.

Veja nas fotos abaixo, retiradas do blog do Sávio, como ficam as áreas após os incêndios:






Sávio recebendo o Prêmio Parceiro do Meio Ambiente pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, na reportagem da Veja Rio como Carioca Nota 10, resgatando balas de canhões que eram atiradas no local, a entrada da baía, e mais uma foto do blog do Projeto, mostrando uma área de difícil acesso para reflorestar.








Minha experiência no último mutirão:






Todos adoramos jaqueiras, espécie não nativa brasileira que alastra como uma praga e expulsa nativas menores. Enquanto um grupo cata as sementes de jaca caídas, para evitar que brotem, outra jaca recém caída, descansa bem ao lado, cheia de sementinhas.




Outra espécie não nativa que também é um pesadelo na Floresta da Tijuca, a popular "comigo ninguém pode".




Uma figueira majestosa, que dá frutos:














A muda de pitangueira protegida para vingar.






De cima, só dá para ver a casinha dele, mas por debaixo da concha, o tamanho e as antenas desse caramujo impressionam.



Mesmo que trilhas e reflorestar não sejam a sua, a pista Claudio Coutinho é o passeio imperdível no Rio, pela beleza e segurança.






Boa sinalização na trilha e pista de corrida mais conhecida do Rio, a pegada daTranscarioca e um ponto de descarte de pilhas e baterias.








Quem for trilhar e reflorestar, faz como essa moça, sobe uma trilha simples e sinalizada na mata que circunda a trilha com toda segurança para pessoas de todas as idades, inclusive crianças.




Na saída da pista Claudio Coutinho, a boa, um lanchonete árabe nova, onde antes funcionava uma lanchonete ruim com joelhos e coxinhas brutos. A Urca é um bairro nobre, sua orla ficou famosa pela murada onde bebe-se cerveja a preços altos. Como eu nunca curti essa badalação toda, acabava deixando para lanchar perto de casa depois dos passeios. Agora, a lanchonete árabe, barateira e afastada da badalação, virou o point de quem lancha com corda de escalada no colo e precisa comer bem e barato.






Por que reflorestar? Porque está um calor infernal, já é um bom começo. Porque a manutenção de árvores aumenta a precipitação de chuvas e ajuda a manter o volume dos rios, principalmente em áreas de matas ciliares. Porque embeleza, atrai a fauna nativa - geralmente expulsa com queimadas e degradação, porque ainda nem mapeamos todas as nossas espécies nativas da flora brasileira e com isso, não temos a menor ideia do potencial dessas plantas. Porque as não nativas invadem indiscriminadamente, expulsando as mesmas nativas ainda não estudadas. Porque tem que ser feito.


Blog Oficial do Projeto de Recuperação Ambiental no Pão de Açúcar: Paodeacucarverde.blogspot.com.br/

Página Oficial do Projeto no Facebook: Projetopaodeacucarverde




Mais informação:
Na Jureia: o SNUC
O mito do reflorestamento de eucalipto
Turismo sustentável: 10 pecados naturais
O mito das emissões de carbono neutralizadas
Manifesto em defesa das Unidades de Conservação
“Se foto bonita divulga, por que os parques dificultam?”
Como funciona um programa de compensação ambiental







Fonte:
http://caroldaemon.blogspot.com.br/2016/01/o-reflorestamento-no-pao-de-acucar.html

domingo, 22 de novembro de 2015

Viveiros Agroflorestais: Viveiro Escola e Viveiros Comunitários

Viveiros Agroflorestais: Viveiro Escola e Viveiros Comunitários

Descrição

Os viveiros comunitários têm como principal objetivo produzir mudas de espécies florestais para serem utilizadas pelos assentados em suas propriedades, além de difundir as técnicas de produção de mudas nos assentamentos da região. Outro objetivo é auxiliar os assentados da reforma agrária no planejamento de suas propriedades, enfatizando as práticas agroflorestais e silvipastoris, estimulando assim a criação de bosques agroflorestais nas suas propriedades, formando ilhas florestais de biodiversidade que servem de "Trampolins Ecológicos" ou refúgio de fauna.
Atualmente, existem 21 viveiros comunitários, que beneficiam direta e indiretamente 262 famílias, alocados em 10 assentamentos rurais, que produzem anualmente uma média de 500 mil mudas florestais. Um importante impacto social também vem sendo promovido pelos viveiros comunitários com a venda de mudas, que se tornaram uma fonte de renda auxiliar para muitas das famílias que hoje participam do projeto.
Dentro deste contexto, atualmente seis famílias estão tendo benefícios diretos com a venda de mudas de árvores, representando em média 35% da renda total da família. Indiretamente, 225 famílias estão sendo beneficiadas com a venda de mudas através dos viveiros comunitários das associações, que empregam o recurso gerado em benefício das necessidades do assentamento.
A criação de viveiros comunitários é uma ferramenta muito útil na integração e capacitação das famílias de assentados às técnicas agroflorestais, que proporcionam um melhor aproveitamento das propriedades, conservando o ambiente a um menor custo. O IPÊ realiza a Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) periodicamente aos viveiros, fornecendo alguns insumos básicos para a sua continuidade, como substrato e sementes, mas principalmente ajudando o agricultor a formar seu conhecimento.
Viveiro Escola
O "viveiro escola" foi criado por meio de uma parceria entre o IPÊ e a COCAMP/MST. Localizado no parque industrial da COCAMP/MST, o "viveiro escola" tem uma produção anual média de 150 mil mudas. São produzidas mudas de espécies nativas como o Guaritá (Astronium graveolen), Peroba Rosa (Aspidosperma polyneuron), Pau Marfim (Balfourodendron riedelianum), Cedro Rosa (Cedrela fissillis), Copaíba (Copaifera langsdorffii); espécies frutíferas silvestres como o Caju (Anacardium occidentale), Jaca (Artocarpus heterophylus), Pitanga (Eugenia uniflora), Araça (Psidium araça), além de espécies exóticas de interesse comercial como a Teca (Tectonia grandis), Eucalipto (Eucalyptus spp.) e acácia (Acacia manjium).
Um dos objetivos desse viveiro é a produção de mudas florestais para serem plantadas nos projetos agroflorestais que o IPÊ e a COCAMP/MST desenvolvem junto aos assentados da reforma agrária na região. Não menos importante, outro objetivo do projeto é a capacitação de estudantes locais (técnicos agrícolas e técnicos em meio ambiente), em uma nova possibilidade de atuação profissional.
Por meio de um convênio firmado entre o IPÊ e cinco colégios técnicos da região, o "viveiro escola" recebe cerca de 300 alunos por ano, que participam do programa de estágio. Nesse programa, os alunos aprendem técnicas de produção de mudas florestais e de extensão rural, através de pesquisas de campo realizadas juntamente com os pesquisadores do IPÊ.

GFonte:http://www.ipe.org.br/projetos-pontal/viveiros-agroflorestais-viveiro-escola-e-viveiros-comunitarios

aleria de imagens

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

É tempo de seca, mas Alfredo Chaves já produziu mais de 300 mil mudas em viveiro municipal

A proposta é de distribuir as mudas para a população local e recuperar todas as áreas de nascentes e margens dos mananciais da região, também o Rio Benevente

O viveiro municipal funciona na Fazenda Municipal, próximo ao parque de exposições da cidade.
O viveiro municipal funciona na Fazenda Municipal, próximo ao parque de exposições da cidade.
Foto: Divulgação/Prefeitura
Mais de 215 mil mudas de árvores nativas, ornamentais e frutíferas já foram distribuídas pelo Viveiro Municipal de Alfredo Chaves à população. Outras 85 mil estão prontas param serem doadas. O objetivo principal do projeto é doar as mudas para serem plantadas em locais que possivelmente irão recuperar e manter nascentes no município.
E os servidores do espaço já estão preparando os canteiros para plantar outros milhares de mudas de árvores frutíferas que serão entregues aos alunos das escolas municipais.
A maior parte dos recursos investidos na manutenção do viveiro provém de doações das pessoas que solicitam as mudas. O agricultor Firmino Canal, de 64 anos, da comunidade do Cedro, solicitou e já recebeu mudas de café Arábica. “Irei plantar em minha propriedade e qualificar a produção. Essas mudas são de excelente qualidade, resistentes a muitas pragas”, disse, satisfeito.
Conforme o coordenador do projeto, Itagiba Mattos, o Viveiro Municipal conta com dois espaços e pretende construir o terceiro. “Temos dois espaços, o maior para a produção de diversas plantas que são doadas à população. Já o segundo, são produzidas mudas de maior porte que serão plantadas em áreas públicas e na fazenda municipal. Pretendemos construir o terceiro”, disse.
Para a construção do terceiro local, a Prefeitura firmou convênio com a Cooperativa de Laticínios de Alfredo Chaves (Clac). Neste novo espaço serão cultivadas mudas de árvores nativas, exclusivamente para agricultores produtores de água. “Nossa intenção é recuperar diversas nascentes no município e em outros lugares da Bacia Hidrográfica do Rio Benevente”, destacou o secretário de Agricultura, Antônio Carlos Petri.
A manutenção do viveiro provém de doações das pessoas que solicitam as mudas.
A manutenção do viveiro provém de doações das pessoas que solicitam as mudas.
Foto: Divulgação/Prefeitura
Para requerer as mudas, os interessados devem comparecer ao local e assinar um termo de compromisso, se responsabilizando em plantá-las em até quinze dias. “A pessoa tem que cumprir a determinação para conseguir novamente ser atendido”, explica o coordenador.
O viveiro municipal funciona na Fazenda Municipal, próximo ao parque de exposições, e está aberta das 8h às 16h, de segunda a sexta. O telefone de contato e o da Secretaria de Agricultura 27 3269-2717.
Fonte:http://www.folhavitoria.com.br/geral/noticia/2015/11/e-tempo-de-seca-mas-alfredo-chaves-ja-produziu-mais-de-300-mil-mudas-em-viveiro-municipal.html

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Alterações no novo Código Florestal serão analisadas pela Comissão de Meio Ambiente

Agricultura e Ciência e Tecnologia deixaram votação de destaques para o próximo dia 22

por Globo Rural On-line
Lia de Paula/Agência Senado
Comissões deixam análise da maioria dos destaques para a CMA
Nesta quarta-feira (9/11) foi realizada uma reunião conjunta da Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) e daComissão de Agricultura (CRA) do Senado, para votar os destaques apresentados ao projeto do novo Código Florestal (PLC 30/11). Ao todo eram 20 destaques. Nesta terça-feira (8/11), os parlamentares votaram o texto básico do projeto dorelator Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) e apontaram alterações no relatório. 

Do total de destaques, um foi aprovado, dois foram rejeitados e os demais foram encaminhados para a análise da última comissão a tratar do Código Florestal antes do tema chegar ao Plenário, a Comissão de Meio Ambiente (CMA). 

O único destaque aprovado pela CRA foi de autoria da senadora Ana Amélia (PP-RS) e outros senadores. A emenda muda a redação de artigo que prevê a criação de programa de regularização ambiental (PRA). Os outros oito destaques em análise da comissão foram enviados para a CMA. 

Foram rejeitados dois destaques pela CCT, ambos do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE). Um deles prevê que a delimitação de Área de Proteção Permanente (APP) nas margens de rios seja a partir de seu nível mais alto, e não do leito regular, como previsto no substitutivo de Luiz Henrique da Silveira. O outro explicita procedimentos administrativos específicos para que seja autorizada a supressão de vegetação em APP em caso de utilidade pública ou de interesse social. 

A CCT não aprovou nenhum dos onze destaques sob sua análise. Os outros nove foram enviados para a CMA. Parte desses destaques havia sido acatada pelo relator Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) e constava de acordo para aprovação na comissão. No entanto, o entendimento não se concretizou e alguns senadores se posicionaram contra os itens acatados pelo relator, o que motivou a retirada de pauta e transferência do exame dos itens para a Comissão de Meio Ambiente. 

O novo Código Florestal, agora, será analisado pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), onde é relatado por Jorge Viana (PT-AC), na data prevista de 22 de novembro. Depois disso, irá ao Plenário, com previsão de ser votado no dia 23 de novembro. Se aprovado pelo Senado, o relatório deverá retornar à Câmara, em razão de ter sido modificado. A previsão é que até o dia 11 de dezembro seja realizada a aprovação final do projeto.

Fonte:http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,EMI278182-18095,00-ALTERACOES+NO+NOVO+CODIGO+FLORESTAL+SERAO+ANALISADAS+PELA+COMISSAO+DE+MEIO+.html

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Porteiras abertas para o Cadastro Rural


Porteiras abertas para o Cadastro Rural

Porteiras abertas para o Cadastro Rural

A partir de terça-feira, dia 08, os proprietários rurais de Minas Gerais poderão realizar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) num novo programa de computador (Sicar Offline) disponibilizado pelo governo federal. Além disso, várias secretarias, autarquias e empresas que compõem o governo de Minas, bem como o setor privado, estão unindo esforços para que o CAR esteja concluído até maio do ano que vem. Este é o prazo limite estabelecido pelo Novo Código Florestal Brasileiro, implantado em maio de 2012. O primeiro prazo para todo o país, vencido este ano, foi prorrogado em 12 meses e, salvo mudanças, não poderá ser estendido.
De acordo com dados da Superintendência de Desenvolvimento Social e Ambiental (SDSA), da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), existem 550 mil propriedades rurais em Minas, sendo que apenas 240 mil fizeram o CAR até agora, pouco mais de 40% do total. O produtor que não fizer o cadastramento até maio de 2016, poderá receber multas e ter restrição de acesso a financiamentos de bancos oficiais.
Em Minas, nove órgãos estão se unindo para facilitar a vida do proprietário que ainda não se cadastrou. O plano é transferir a prerrogativa que era somente da Secretaria de Meio Ambiente (Semad), para uma parceria com outros oito componentes, entre governamentais ou não, que usarão também suas bases físicas e funcionários em todo estado para dar mais opções ao proprietário, inclusive com o uso de computadores desses órgãos para download e envio do cadastro.
Secretaria de Agricultura (Seapa) e suas vinculadas Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), participarão do processo. E está prevista a parceria com a Federação da Agricultura de Minas Gerais (Faemg), Associação Mineira de Municípios (AMM), Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Minas Gerais (Fetaemg), Instituto Estadual de Florestas (IEF), Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais (Ocemg). Todos poderão ser procurados e formam o bloco que tentará elevar ao máximo o número de cadastrados.
O CAR (que é gratuito para o pequeno proprietário) é um registro obrigatório para todos os imóveis rurais do país e tem o objetivo de monitorar e combater o desmatamento das florestas e de outras coberturas de vegetação do país. É também um norte para o planejamento ambiental e econômico dos imóveis rurais.
O Sicar Offline é um programa similar ao adotado pela Receita Federal nas declarações do imposto de renda e permitirá que os usuários informem seus dados sem estarem conectados à internet. A conexão somente será necessária para a realização do download e no momento de envio do cadastro. O programa estará disponível para download a partir do dia 08 de setembro, mas os novos cadastros e a retificação de dados já informados só poderão ser realizados a partir do dia 22 de setembro, quando as retificações e acessos aos recibos serão feitos no novo endereço: www.car.mg.gov.br
Mais simples
O gerente de Gestão de Reserva Legal do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Gustavo Luíz Godoi de Faria Fernandes, explica que os dados solicitados no novo Sicar Offline são exatamente os mesmos do antigo sistema: situação fundiária, localização geográfica, situação das áreas de reserva legal, Preservação Permanente (APPs) e Uso Restrito, dentre outros. “O fato de os usuários poderem fazer seus cadastros mesmo sem estarem conectados à internet, minimiza os possíveis erros do sistema”, acredita Gustavo Godoi Fernandes. “O novo sistema contará com diversas ferramentas de auxílio na elaboração e inserção dos imóveis rurais e os usuários terão total controle da situação dos seus cadastros”, completa.
Os cadastros já concluídos e finalizados no Sicar/MG (o sistema antigo) não precisarão ser refeitos. Já os que ainda aguardam a transmissão e posterior emissão do recibo não serão comprometidos. Entre os dias 08 e 22 de setembro, não será possível retificar os cadastros feitos no atual sistema e nem baixar os recibos estaduais e federais dos mesmos.
Para o secretário de Agricultura João Cruz, a união de esforços para o sucesso do CAR é uma prova da nova mentalidade do governo de Minas. “O estado usa e une suas forças por meio de suas secretarias e instituições, em parceria com entidades privadas para o êxito de projetos dessa envergadura. Nesse caso específico, quero saudar o produtor rural que ganha a oportunidade de facilitar a legalização de sua propriedade e negócio, podendo, com isso, usufruir plenamente de seus direitos.”
http://meioambienterio.com/2015/09/8505/porteiras-abertas-para-o-cadastro-rural.html#



domingo, 30 de agosto de 2015

Desmatamento na Amazônia Legal diminuiu 82% na última década. segundo Inpe


Dados são do Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica por Satélites, do Inpe
Dados são do Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica por Satélites, do Inpe(Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)
O desmatamento na Amazônia Legal diminuiu 15% entre agosto de 2013 e julho de 2014 em relação aos 12 meses anteriores. Os dados são do Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica por Satélites (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e foram divulgados na tarde de ontem (14), em Brasília pelos ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, e do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
De acordo com a taxa consolidada pelo Inpe, a área desmatada no período 2013/2014, foi de 5.012 quilômetros quadrados (km²), comparados aos 5.891 km² desmatados em 2012/2013. O ministro Aldo Rebelo disse que, entre 2004 e 2014, a taxa anual de desmatamento da Amazônia Legal caiu de 27.772 km² para 5.015 km², uma redução de 82%. “É uma demonstração, uma ostentação de êxito da política ambiental do país que deve ser, mais que registrada, celebrada.”
Os estados que mais frearam a destruição da floresta em relação ao período anterior foram o Maranhão (36%), o Tocantins (32%) e Rondônia (27%). Os estados que mais desmataram no último período foram o Acre (40%), o Amapá (35%) e Roraima (29%). A Amazônia Legal é formada pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, de Mato Grosso, do Pará, de Rondônia, Roraima e do Tocantins.
Para chegar à taxa consolidada, o instituto mapeou 214 imagens do satélite de observação terrestre Landsat 8. O Prodes computa como desmatamento áreas maiores que 6,25 hectares com corte raso de floresta primária, ou seja, quando há remoção completa da cobertura florestal.
A ministra Izabella Teixeira explicou que o monitoramento do Prodes ainda não diferencia o desmatamento ilegal e legal, autorizado em propriedades rurais de acordo com regras do Cadastro Ambiental Rural, previsto no Código Florestal. Por falta de informações dos estados responsáveis pelo cadastro, o governo federal não consegue sobrepor as áreas desmatadas com as áreas que têm autorização dos estados para o corte de vegetação nativa.
Segundo a ministra, o ministério acaba de firmar um acordo com o governo do Acre para que o estado seja o primeiro a disponibilizar para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) os dados do estado.
“Vai ser o primeiro estado que vai integrar a informação do que estão autorizando retirar. Em dez dias, até duas semanas, o Ibama deve receber as informações. Vamos cruzar esses dados e entender na dinâmica do território o que é legal e o que é ilegal ou sem autorização”, disse, destacando que uma das justificativas para o aumento da área desmatada no estado são as políticas públicas para assentamentos rurais.
Após a divulgação dos dados do Prodes, a presidenta Dilma Rousseff usou a rede social para dizer que o Brasil vai chegar ao desmatamento ilegal zero na Amazônia Legal. Por meio do Twitter, ela comentou a redução de 15% no desmatamento entre 2013 e 2014, comemorando o fato de a taxa ter sido a segunda menor da série histórica.
“Para um país continental como o Brasil, uma meta de redução é muito importante, e chegaremos ao desmatamento ilegal zero na Amazônia Legal. Este é mais um passo no nosso compromisso de preservação do meio ambiente e de reflorestamento de áreas degradadas”, escreveu a presidente
Fonte:http://acritica.uol.com.br/amazonia/Desmatamento-Amazonia-Legal-diminuiu-decada_0_1412858716.html

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Cresce no Brasil o mercado de produção de mudas nativas

Setor é impulsionado, principalmente, pelo rigor do Novo Código Florestal.
Em alguns estados, falta de regulamentação do CAR prejudica os negócios.

Do Globo Rural

Produzir mudas de espécies nativas é um negócio que vem crescendo ano a ano no Brasil, impulsionado, principalmente, pelo rigor do Novo Código Florestal.
Ipê, paineira, araticum, jequitibá, o leque de opções em um viveiro de mudas, em Tangará da Serra, Mato Grosso, é extenso. São quase 200 espécies nativas dos biomas Amazônia, Pantanal e Cerrado, os três que compõem a base florestal de Mato Grosso. No ano passado, o viveiro bateu recorde de vendas com quase 500 mil mudas comercializadas.
Agora, com o ano que mal começou, o viveiro já vendeu aproximadamente 70 mil mudas para serem entregues ainda no mês de janeiro.
O bom momento do viveiro está diretamente ligado ao Programa Mato-Grossense de Regularização Ambiental, o MT Legal. Criado em 2009, ele exige a recuperação de áreas de preservação permanente e a recomposição de reserva legal das propriedades rurais para a emissão do CAR, o Cadastro Ambiental Rural.
A realidade do setor em Mato Grosso é diferente da registrada em outras regiões do país. Em Penápolis, São Paulo, fica a ong Flora Tietê, que produz mudas de 140 espécies diferentes de árvores nativas da Floresta Atlântica e do Cerrado. O engenheiro florestal Antônio Buzatto conta que os negócios andam bem difíceis.
São Paulo não tem um programa estadual como Mato Grosso. O estado espera a regulamentação do CAR, que deve ser feita pelo Governo Federal conforme determinou o Novo Código Florestal, em vigor desde outubro de 2012. Com a indefinição, o mercado de mudas caiu muito.
A partir da regulamentação do CAR, os produtores terão o prazo de um ano para se regularizar, com possibilidade de prorrogação por mais um ano.
Em outro viveiro de nativas em Piracicaba, a situação é semelhante. A empresa é uma das maiores do país e para este ano, a produção deve cair pela metade.
Para não parar totalmente as atividades, o viveiro precisou fazer ajustes, um deles no quadro de funcionários. Das 45 pessoas que trabalhavam até o ano passado, 20 foram dispensadas.
A empresa também fechou a unidade do Rio de Janeiro e reduziu a produção na Bahia.
Em Brasília, o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Paulo Guilherme Cabral, falou sobre a regulamentação do Cadastro Ambiental Rural.Confira a entrevista no vídeo com a reportagem completa.
Fonte:http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2014/01/cresce-no-brasil-o-mercado-de-producao-de-mudas-nativas.html